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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Inutilezas - Sesc Pinheiros



Inutilezas leva a poesia de Manoel de Barros ao palco

Espetáculo contou com a benção do poeta e traz Bianca Ramoneda e Gabriel Braga Nunes.
Por César Alves


“Não estou acreditando no que vi! Um teatro verdadeiro. Não é declaração de versos. É uma representação da palavra. Com os personagens vivos e as sua contradições”, escreveu o poeta Manoel de Barros a respeito de Inutilezas, ao assistira a uma primeira versão do espetáculo que transporta sua poesia para o teatro, realizada há mais de uma década.
O poeta, morto aos 97 anos em 2014, deu carta branca e acompanhou o processo de desenvolvimento da peça, desde o início, quando foi proposto a ele pela jornalista e atriz, Bianca Ramoneda.
Representação poética que se desenvolve entre o drama e o cômico, Inutilezas é dirigido por Moacir Chaves, que se tornou célebre por transportar textos não dramáticos para o teatro. Além de Ramoneda, no palco estão um músico e o ator Gabriel Braga Nunes, interpretando, não apenas declamando, textos antológicos de Manoel de Barros como Uma didática da invenção.
O espetáculo faz curta temporada no Sesc Pinheiros.

Serviço:
Inutilezas
Direção: Moacir Chaves
Adaptação: Bianca Ramoneda
Local: Auditório do Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195 – tel. 3095-9400

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Meu Saba - Teatro Morumbi Shopping




Vencedor do Prêmio Cesgranrio de Teatro, Meu Sabá encerra temporada em São Paulo

O aperto de mãos entre o então Primeiro Ministro israelense, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, endossado pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton, em 1993, entrou para a história como uma das imagens mais marcantes da última década do século vinte. O evento parecia acender uma fagulha de esperança para que as agressões entre Israel e Palestina, finalmente, chegassem ao fim.

O episódio terminou de forma trágica, com o assassinato de Rabin por um fundamentalista israelense que se opunha às suas idéias, em 1995.
Baseada no livro Em Nome da Dor e da Esperança, da jovem israelense Noa Ben-Artzi Pelossof, neta de Yitzhak Rabin, a atriz Clarissa Kahane criou o monólogo Meu Saba (meu avô), em parceria com Daniel Herz (diretor da peça), que encerra temporada no Teatro MorumbiShopping este fim de semana.
A montagem tem também consultoria dramatúrgica de Evelyn Disitzer. Depois de ser ovacionado em sessão única no Festival de Curitiba e fazer temporada de sucesso de público e crítica no EMC Sérgio Porto no Rio de Janeiro, o espetáculo, além de belo, merece atenção por tocar em assunto ainda hoje delicado e promover um chamado a reflexão.


Serviço:
Meu Saba
Local: Teatro MorumbiShopping
Endereço: Av. Roque Petroni Junior, 1089

Até 11 de setembro

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Antonio e Bruno Fagundes juntos no espetáculo "Vermelho"



Fagundes Pai, Filho e Mark Rothko

Ao lado do filho Bruno, Antonio Fagundes interpreta Mark Rothko no espetáculo Vermelho, em cartaz no Tuca.
Por César Alves

Dirigido por Jorge Takla, Antonio Fagundes está de volta a São Paulo com a elogiada montagem de Vermelho. Interpretando o artista plástico Mark Rothko (1903-1970), um dos maiores nomes do expressionismo abstrato, o ator contracena ao lado de seu filho, Bruno Fagundes.
Já reconhecido como grande artista de sua época, mas passando por grandes dificuldades financeiras, no final da década de 1950, Rothko teria aceitado pintar uma série de quadros que decorariam as paredes do recém-inaugurado restaurante Four Seasons, em Nova York.
Avesso ao milionário negócio dos colecionadores e a crescente visão da arte como mercado, que na época atingia seu grau máximo, a encomenda, que daria origem à sua mais celebrada série de quadros, marca um dos momentos mais intensos da biografia do artista, já sofrendo da profunda depressão que o levaria ao suicídio anos depois.
Este foi o contexto escolhido pelo dramaturgo John Logan para ambientar seu texto. A ação se passa no estúdio de Rothko, durante a criação da obra e é marcada pelos embates internos de um artista conhecido por seu perfeccionismo e deslocamento em relação ao seu próprio meio e com o jovem pintor iniciante, interpretado por Bruno Fagundes, contratado para auxiliá-lo como ajudante.
A intensidade com que Antonio Fagundes interpreta Rothko e a desenvoltura com que pai e filho contracenam juntos, além do belo texto, fazem da montagem, no mínimo, imperdível.


(Vermelho – direção: Jorge Takla – em cartaz: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes)


segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Teste de Turing – Centro Cultural São Paulo



A Máquina Diferencial

Texto premiado na Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do CCSP, O Teste de Turing estréia na Sala Jardel Filho.
Por César Alves

Proposto pelo matemático, criptógrafo e pai da Ciência da Computação, o inglês Alan Turing, o Jogo da Imitação – também chamado Teste de Turing – consiste em propor a uma ou mais pessoas uma prova de perguntas e respostas feitas por dois outros interlocutores que elas não podem ver, sendo que um deles é uma máquina. A idéia é que, uma vez que aqueles que participam do teste, de acordo com as respostas fornecidas, não consigam diferenciar quem é o interlocutor humano e quem é o computador, está comprovada a Inteligência Artificial.
O teste forneceu inspiração para inúmeros autores de ficção-científica, na literatura, nos quadrinhos e no cinema – vide o ótimo Ex-Machina, por exemplo – e ainda hoje é utilizado como método eficaz, para comprovar a existência de máquinas realmente inteligentes.
É também o ponto de partida para a dramaturgia do espetáculo O Teste de Turing, em cartaz no Centro Cultural São Paulo.
Na peça uma empresa de tecnologia afirma que construiu uma máquina capaz de simular completamente a consciência e o comportamento dos seres humanos. Para comprovar a proeza, precisa fazer o teste proposto por Alan Turing. Um linguista, um programador e um matemático são chamados para pôr o teste em prática. O que eles não sabem é que todas as suas atitudes já foram previstas bem antes.
Premiado na II Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do CCSP, o texto, de autoria de Paulo Santoro, é dirigido por Eric Lenate e tem no elenco Jorge Emil, Rodrigo Fregnan, Felipe Ramos e Maria Manoella - participações em vozes: Hélio Cícero, Martina Gallarza e Fernando Gimenes.


Serviço:
Peça: O Teste de Turing, de Paulo Santoro
Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
(11) 3397-4002


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Esquetes - Tennessee Williams na visão de Antunes Filho



Blanche – Sesc Consolação

O embate entre a aristocrata decadente Blunche DuBois e o operário Stanley Kowalski, da obra magistral de Tennessee Williams, imortalizada por Billy Wilder por Vivien Leigh e Marlon Brando, ganha uma nova versão pelas mãos de Antunes Filho.

Responsável pelo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do Sesc Consolação, Antunes Filho batizou sua versão apenas Blanche e deu o papel da personagem a um ator masculino, Marcos Andrade, que teve a idéia para a montagem, que conta com uma língua desenvolvida exclusivamente para o espetáculo.
No elenco também estão Andressa Cabral e Felipe Hofstatter.

Serviço:
Blanche
Quando: qua., qui. e sex.: 20h. Sáb. e feriados: 17h (exceto 25 de março). 110 min. De 23/3 a 25/6/2016
Onde: Espaço CPT - Sesc Consolação, 7º andar (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo)

Informações: 0/xx11/3234-3000

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Último Lutador - O Ringue da Vida



Stênio Garcia comemora 60 anos de carreira com o espetáculo “O Último Lutador”

Trazendo o universo dos ringues para o palco, peça também encerra uma distância de 18 anos, desde que o ator pisou pela última vez no palco.
Por César Alves


Encerrando uma ausência de 18 anos, Stênio Garcia está de volta aos palcos, como protagonista da peça O Último Lutador. Escrito por Marcos Nauer, que também participa do espetáculo como ator, a trama gira em torno da descoberta de um câncer por Caleb (Garcia), patriarca de um clã de lutadores profissionais, que enxerga na descoberta da doença e um campeonato que oferece um milhão como prêmio sua chance para tentar reunir a família pela última vez.
A peça, que leva o universo do ringue aos palcos, usa o universo dos ringues para transpor os embates familiares, através dos dramas individuais de seus personagens como o neto perdido, o pai alcoólatra e os irmãos que não se falam. Por isto a escolha do espaço cênico remete às gaiolas das rinhas de galo que funciona perfeitamente como simbologia das lutas internas que terminam por distanciar uma família.

Segundo o autor, o papel teria sido escrito justamente para Stênio, que o abraçou como oportunidade para suspender a distância dos palcos e comemorar seus 60 anos de carreira, iniciada em 1956, ainda estudante de teatro, quando foi convidado para fazer o espetáculo O Anjo, de Agostinho Olavo, com direção de José Maria Monteiro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Festival do Distrito Federal, no qual cada peça se apresentava por uma semana. Em televisão, completa 50 anos de carreira, sendo 43 anos na TV Globo, onde coleciona trabalhos de sucesso, em novelas como Que Rei Sou Eu?, O Rei do Gado e O Clone, e na série Carga Pesada, na qual contracenava com seu amigo Antonio Fagundes.
O espetáculo, que estréia em São Paulo após temporada de sucesso no Rio de Janeiro. No elenco, além de Stênio Garcia e Marcos Nauer, traz também Stela Freitas, Antonio Gonzalez, Glaucio Gomes, Mari Saade, Daniel Villas e Carol Loback.


Serviço:
Peça: O Último Lutador – O Ringue da Vida
Local: Teatro Porto Seguro
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.

Telefone (11) 3226.7300.

Bilheteria: Terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.

Capacidade: 508 lugares.

Vladimir Sorókin - Dostoiévski-Trip



Barato da Literatura Quando Vício
por César Alves

Os amantes da literatura já devem ter experimentado a sensação de que o hábito de ler e pesquisar certos autores e obras, muitas vezes, se aproxima do vício. Descobrir um autor e sentir a necessidade de ler e reler toda a obra mais de uma vez é quase como encontrar aquela fórmula perfeita, lícita ou não, para os males da existência – com o perdão da filosofia barata. Para os que sofrem de tal dependência, a livraria, biblioteca ou estante de livros pessoal é feito farmácia, o sebo, uma boca de fumo, onde encontra obras não-ilícitas, mas tão raras que são como se proibidas, depois de anos fora das prateleiras. O atendente da livraria, seu farmacêutico; o alfarrabista, seu traficante ou dealer. Existem, inclusive, aqueles que despertam a curiosidade e, quando finalmente experimentamos, não bate ou dá barato! Livros feito placebos; autores que são feito cocaína batizada ou “fumo palha”.
Assim como o viciado em drogas, o dependente do verso e da prosa, mesmo percebendo o mal que o mergulho no universo de certos autores lhe causa, sente o desejo irresistível de ir além. Não havendo clínica de reabilitação, nem um programa dos sete passos para retroceder ao Paraíso da Ignorância, o leitor segue em busca de novas doses de psicotrópicos filosóficos, estimulantes existenciais, misturando doses de tramas, personagens, ficção, realismo, fantasia e fantástico, com formas narrativas, verbais, experimentos estético-textuais, num Breaking Bad químico-literário que só acaba com a inevitável overdose das letras, num quarto solitário ou laboratório clandestino de meta-anfetaletras.
Pedindo perdão pelo enorme nariz de cera acima – entenda como exemplo de como bate o barato das letras no leitor que também escreve, antes que eu fuja do tema, vamos logo ao que interessa.
Se toda aquela minha conversa fiada que abre o texto tem algum sentido, não é exagero dizer que, para alguns leitores, obras e autores, títulos e nomes escritos nas bordas dos livros, dispostos nas estantes, são como uma variedade de fármacos e substâncias, nas prateleiras de uma drogaria ou nas mãos de um traficante dos lados selvagens da paisagem urbana.

Tal analogia pode ser o que baliza a trama de Dostoiévski-Trip, peça de um único ato, escrita por um dos mais celebrados nomes da literatura contemporânea russa, Vladímir Sorókin, e publicado recentemente no Brasil pela Editora 34.
Com tradução e posfácio de Arlete Cavaliere, a obra é ótima introdução ao universo de Sorókin.
Protagonizado por sete personagens – cujos nomes não sabemos, assim como o lugar onde a historia se passa – que aguardam a chegada de um misterioso fornecedor, o texto abre com os diálogos inevitáveis que a impaciência costuma impor aos desconhecidos. Não demora e o leitor vai sacar que todos ali são como o personagem de uma velha canção do Velvet Underground, e estão waiting for their man. Sim, todos junkies! Viciados na droga da literatura. O traficante que eles esperam, negocia uma variedade de substâncias ilícitas que costuma trazer em uma maleta. São cápsulas com doses de William Faulkner, Franz Kafka, Tolstoi, Gogól, Celiné, Sartre e o que mais o cliente precisar.
Sim, a citação é intencional, os personagens estão a procura de um autor ou Sete Viciados à Procura de um Autor – novamente, pedindo perdão pelo trocadilho infame.
Mas essa é apenas a primeira das muitas sacadas interessantes e cômicas do livro. Como viciados que esperam o fornecedor que está atrasado e tentam evitar pensar na síndrome de abstinência, eles conversam para passar o tempo e evitar pensar no pior cenário: o de que ele não apareça. Como todo viciado, sem a substância de seu vício, o assunto não é outro senão as drogas, suas experiências com ela e seus efeitos.
São justamente os diálogos entre os cinco homens e as duas mulheres e suas histórias e experiências com substâncias de muitos dos nomes mais celebrados da literatura universal que compõem a primeira parte da narrativa, que empolga, envolve e surpreende o leitor, principalmente com a chegada do negociante que os personagens aguardam. Como sempre, em sua valise o homem tem tudo, mas sugere aos clientes uma novidade: um novo produto de nome Dostoiévski!
Vou parar por aqui para não estragar o barato da viagem, mas a experiência lisérgica, em que os personagens são transportados para uma passagem conhecida de O Idiota, que culmina em uma terrível bad-trip é fantástica.
Carregada de humor, sarcasmo, violência, pornografia e escatologia, a obra de Sorókin não é o tipo de narcótico para estômagos fracos, é sempre bom avisar. Opositor assumido de Putin, Vladímir Sorókin surgiu na cena underground moscovita dos anos oitenta. Mas, embora reconhecido mundialmente desde 1985, quando seu romance A Fila foi publicado na França, o autor foi censurado em seu país e seu primeiro livro na terra pátria só saiu em 1992, uma coletânea de Contos Escolhidos.
Entre seus diversos romances e peças, merecem destaque O Dia do Opríchnik (2006), a trilogia Gelo (2002), O Caminho de Bro (2004) e 23000 (2005).


Serviço: Dostoiévski-Trip; Autor: Vladímir Sorókin; editora: Editora 34

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Grupo Tapa encena Tennessee Williams e ganha livro sobre ocupação no Arena



Grupo Tapa encena Tennessee Williams e ganha livro sobre ocupação no Arena

Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil com “Gata em telhado de zinco quente”, o Grupo Tapa também é tema de “O Tapa no Arena: Repertório em Imagens”.
Por César Alves


Concebido por Eduardo Tolentino, o Teatro Amador Produções Artísticas ou Grupo Tapa, como o conhecemos, é fruto da efervescência cultural de fins dos anos 1970. Fundada no Rio de Janeiro em 1979, a companhia surge na esteira do fazer teatral amador – mas não amadorístico – que impulsionou o cenário das artes cênicas do período, com forte influência do Modernismo.
Fruto da mesma proposta, em 2013, o Teatro de Arena de São Paulo foi ocupado pelo Grupo Tapa, como vencedor do Edital de Ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Foi quando a companhia deu início a uma programação intitulada Tapa no Arena – Uma ponte na história, trazendo para o tradicional palco do Teatro de Arena, peças que fazem parte de seu repertório como A Mandrágora, de Nicolau Maquiavél; Credores, de August Strindberg; De um ou de nenhum, de Luigi Pirandello; Berro, o longo adeus e alguns blues, de Tennesse Williams, entre outras.
Fotógrafo de renome, nas mais diversas áreas – tais como publicidade, gastronomia, arquitetura e natureza, entre outras –, mas também dedicado pesquisador de teatro e mestre em artes cênicas, Claudinei Nakasone assumiu tomou para si a responsabilidade de registrar a temporada e o resultado é o livro O Tapa no Arena: repertório em imagens, que chegas às livrarias através das Edições Sesc.

Gata em Telhado de Zinco Quente
Em cartaz em São Paulo, com a montagem de Gata em Telhado de Zinco Quente, que fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até 26 de junho, o grupo Tapa retorna ao universo de Tennesse Williams na montagem de um de seus textos mais conhecidos e celebrados.
A trama gira em torno dos dramas da família Pollit, reunida para comemorar os 65 anos de seu patriarca. Conflitos de interesses e dramas pessoais são aqui expostos, dissecando as profundezas das relações familiares.
Dirigido por Eduardo Tolentino Araújo, o elenco traz Bárbara Paz, Augusto Zacchi, André Garolli, Noemi Marinho, Fernanda Viacava e Zécarlos Machado, além de figurinos de Glória Kalil.

Serviço:
Livro: O Tapa no Arena: repertório em imagens
Edições Sesc
Organizador: Claudinei Nakasone
200 páginas

Peça: Gata em telhado de Zinco Quente
De quarta a sábado, às 20h; domingos, às 19h
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
CEP: 01012-000 | São Paulo (SP)
(11) 3113-3651