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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Anri Sala: O momento presenta - IMS Rio de Janeiro



Anri Sala: o momento presente – Instituto Moreira Salles

Primeira grande exposição individual do albanês Anri Sala, um dos principais nomes arte contemporânea, é aberta no Rio.

Esta é a primeira apresentação ampla no Brasil do artista albanês Anri Sala (Tirana, 1974), um dos nomes mais importantes no cenário contemporâneo internacional. Trata-se de um projeto que compreende duas exposições no Instituto Moreira Salles. A primeira delas ocupa a sede do IMS do Rio de Janeiro.
As duas mostras – com listas de obras distintas, pois foram elaboradas em diálogo com as características de cada espaço – explicitam a dimensão política e ao mesmo tempo sensível da obra de Anri Sala por meio de instalações, vídeos, fotografias e objetos.
Acompanha a mostra um catálogo com textos inéditos de Heloisa Espada, Moacir dos Anjos e Natalie Bell, além da tradução de um artigo de Jacques Rancière. A publicação será lançada durante a abertura da exposição e estará à venda nos centros culturais do IMS.
A segunda exposição ocorrerá na nova sede do IMS na Avenida Paulista, no segundo semestre de 2017.

Serviço:
Anri Sala: o momento presente
Curadoria: Heloisa Espada
Evento gratuito com retirada de senhas 30 minutos antes.
Visitação: de 11 de setembro a 20 de novembro
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea

Tel.: (21) 3284-7400

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bienal de São Paulo foca na incerteza



Bienal de São Paulo foca na incerteza

Em sua 32ª. edição, o evento, que será aberto ao público na quarta-feira, reúne mais de 80 artistas convidados de vários países e é marcado pela forte presença feminina.
Por César Alves

Tendo como tema Incerteza Viva, a Bienal de Artes de São Paulo será aberta oficialmente ao público nesta quarta-feira. Em sua 32ª. Edição, a mostra enfoca as noções de “incerteza” e “entropia” a fim de refletir sobre as condições atuais da vida e as possibilidades oferecidas pela arte contemporânea para abrigar e habitar incertezas.
Resultado da pesquisa iniciada em março de 2015, a lista final apresenta uma seleção de participantes oriundos de 33 países e é marcada pela forte presença feminina – são mulheres mais da metade dos artistas convidados –, artistas nascidos após 1970 e de projetos comissionados, produzidos para o contexto da exposição.
A curadoria é de Jochen Volz, mas conta também com a co-curadoria de Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars BangLarsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México), e acontece de 07 de setembro a 12 de dezembro no Pavilhão Ciccillo Matarazzo.
A exposição, inaugurada hoje em evento fechado para a imprensa, reúne mais de 80 convidados, entre artistas e coletivos, será tema do Cenário das Artes da edição impressa da revista Cenário que circula nas próximas semanas.


Serviço:
32ª. Bienal de São Paulo – Incerteza Viva
Local: PAVILHÃO DA BIENAL • PARQUE DO IBIRAPEURA, PORTÃO 3, SÃO PAULO – SP



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Ivald Granato – Caixa Cultural – Brasília



Brasília recebe mostra de Ivald Granato na Caixa Cultural

Pioneiro das artes performáticas no mundo, exposição oferece um resumo de seus 50 anos de carreira.
Por César Alves

Dotado do espírito contestador das vanguardas artísticas e do ímpeto provocativo da arte experimental que rompia com as convenções nos anos 60 e 70, Ivald Granato está ao lado de nomes como Hélio Oiticica e Lýgia Pape na história da arte brasileira. Considerado pioneiro na arte performática mundial, Granato é tema da exposição Registro, Arte, Performance, em cartaz no espaço Caixa Cultural de Brasília.
A mostra, que já passou por São Paulo, faz um resumo dos 50 anos de carreira do artista, reunindo pastas-objeto, fotos originais, cartazes, roupas e acessórios usados em performances, ampliações fotográficas, livros, textos, estudos e vídeos.
O artista ganhou notoriedade internacional com suas apresentações e intervenções inesperadas realizadas em espaços públicos, que uniam pintura, musica e teatro, tendo sempre o vídeo e na fotografia como instrumento de registro. Performances como O urubu eletrônico, realizada no Theatro Municipal de São Paulo em 1976, e Mitos vadios, de 1978, se tornaram históricas.

Reunindo 130 obras de Granato, o s trabalhos mostram uma mistura de diferentes modalidades de arte – dança, música, pintura, teatro, escultura e literatura – como um desafio às classificações habituais, colocando em questão a definição de arte.


Serviço:
Ivald Granato – Registro, Arte, Performance
Local: Caixa Cultural – Brasília
Endereço: SBS – Quadra 4 – Lotes 3/4 – Brasília – DF
Até 4 de setembro.
Entrada Gratuita.





quinta-feira, 28 de julho de 2016

Exposição "A Valise Mexicana" - Caixa Cultural São Paulo



Caixa Cultural abre exposição reunindo fotos recuperadas de Robert Capa, Gerda Taro e David Chim

“A Valise Mexicana” contém imagens pouco conhecidas do período em que o fotógrafo cobriu a Guerra Civil Espanhola.
Por César Alves

Reflexo do verdadeiro barril de pólvora em que se encontrava a Europa no início do século passado, a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) viria a definir as principais características que marcariam os conflitos bélicos de então. Reunindo os principais elementos militares e ideológicos do período, o conflito durou quase quatro anos, deixou 400 mil mortos, arrasou a economia do país e instaurou uma ditadura fascista que perdurou por quase 40 anos.
Sua importância, no entanto, vai além do impacto geopolítico que deu origem à segunda grande guerra. Graças ao papel de três fotógrafos de origem judaica, imigrantes fugitivos da perseguição nazista, Robert Capa, sua esposa, Gerda Taro, e David “Chim” Seymor, a Guerra Civil Espanhola também redefiniria o fotojornalismo e a própria maneira de se fazer a cobertura jornalística de guerra.
Com o uso da câmera manual Leica 35 milímetros, Capa, Taro, e Chim, inauguram uma nova forma de se fazer cobertura de guerra. A maior mobilidade permitida pelo avanço das câmeras fotográficas, aliadas ao destemor exigido para documentar zonas de guerra, levaram Robert Capa a criar a famosa máxima: “se sua foto não está boa o suficiente, é porque você não chegou perto o suficiente”.
No aniversário de 80 anos da eclosão do conflito – quando o mundo parece novamente em convulsão –, os brasileiros terão a rara oportunidade de compreender do que estamos falando, através da exposição A Valise Mexicana: a redescoberta dos negativos da Guerra Civil Espanhola de Capa, Taro e Chim, em cartaz na Caixa Cultural São Paulo.

As fotos da exposição registram sequências de batalhas, retratos de personalidades e pessoas comuns, e o devastador efeito da guerra na sociedade espanhola. Unidos pelo engajamento contra o fascismo, cada um dos três fotógrafos possuía um estilo diferente de cobertura.
Enquanto as fotos de Capa mostravam em geral uma ação mais crua, ligeiramente fora de foco e geralmente com o objeto principal fora do centro da fotografia, Chim tinha uma preocupação maior com a vida cotidiana dos afetados pela guerra (em 1948 ele seria o primeiro fotógrafo contratado pela Unicef para retratar as crianças européias no pós-guerra). Já Gerda Taro procurava mostrar as mulheres envolvidas no conflito e a vida dos soldados atrás do fronte.
Curiosamente, os três fotógrafos morreram em circunstâncias semelhantes, documentando cenários de guerra. Gerda Taro, em 1937, atropelada acidentalmente por um tanque quando cobria a batalha de Brunete, ainda durante a Guerra Civil Espanhola. Robert Capa faleceu em 1954, após pisar em uma mina, na Guerra da Indochina. “Chim” Seymour perderia a vida dois anos depois, em 1956, metralhado quando cobria a Guerra de Suez no Egito.
Robert Capa reuniu boa parte da cobertura realizada por ele, Taro e Chim em negativos guardados em uma valise que ficou desaparecida desde o final da guerra, em 1939. Ela poderia ter sido perdida em meio ao caos gerado pela chegada dos alemães em Paris em 1940, onde Capa mantinha seu estúdio. Os 4.500 negativos só foram encontrados na década de 1990, na Cidade do México, quando o cineasta Benjamin Tarver, sobrinho de diplomata mexicano, descobriu o material, e que entregaria apenas em 2007 ao International Center of Photography, instituto fundado por Cornell, irmão mais novo de Capa.






Serviço:

Exposição: A valise mexicana: a redescoberta dos negativos da Guerra Civil Espanhola de Capa, Taro e Chim
CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, próximo à estação do Metrô Sé)
Abertura ao público: 23 de julho (sábado), às 14h
Visitação: de 23 de julho a 2 de outubro de 2016, de terça-feira a domingo, das 9h às 19h
Informações: (11) 3321-4400.
Não recomendado para menores de 10 anos
Entrada gratuita


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Exposição - Abridores de Letras de Pernambuco



A arte dos Abridores de Letras de Pernambuco chega a São Paulo em livro e exposição

Mestres do designe tipográfico popular, os artistas da comunicação visual do nordeste brasileiro foram tema de estudo e ganha mostra no Sesc-Campo Limpo.
Por César Alves

Sendo que Deus escreve certo por linhas tortas, talvez fosse o criador também um Abridor de Letras, diria um dos personagens de Ariano Suassuna.
Donos de uma criatividade ímpar e mestres da comunicação visual instantânea no comércio popular das feiras e mercadinhos, estes designers tipográficos autodidatas se tornaram objeto de pesquisa de Fátima Finizola, Solange Coutinho e Damião Santana.
Profissionais das artes gráficas e do designe, os três foram seduzidos pela imensa versatilidade e variedade de estilos e tipos produzidos pelos abridores e empreenderam uma verdadeira jornada em busca da essência da letra pernambucana. O que encontraram foi um universo de tipos, cores e técnicas que fazem os contornos dos caracteres abertos por estes letristas populares uma arte original e incomparável.
Do fluxo veloz e ininterrupto dos pincéis dos artistas que anunciam “Amola-se”, “Conserta-se”, “Costura-se” e etc, nasceu a obra Abridores de Letras, publicada pela editora Blucher em 2013 e que agora dá origem à exposição em cartaz na unidade Sesc do Campo Limpo.
A mostra, Abridores de Letras de Pernambuco, apresenta letreiros de estabelecimentos comerciais feitos pelos “abridores de letras” remanescentes em Pernambuco. O acervo de 40 placas originais e fotografias foi composto a partir de uma pesquisa realizada pelos três designers, que realizaram expedições a 6 cidades do litoral e interior do estado, registrando o trabalho de 12 pintores letristas.

Serviço:
Livro: Abridores de Letras
Autores: Fátima Finizola, Solange Coutinho e Damião Santana
Editora: Blucher
140 páginas

Exposição: Abridores de Letras de Pernambuco
Local: Sesc-Campo Limpo
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120
Telefone: (11) 5510-2700



sábado, 16 de julho de 2016

Cenário Nacional (RJ) - Augusto Boal, Meus Caros Amigos – IMS



Cartas Abertas ao Brasil

Exposição da correspondência de Augusto Boal também revela a intimidade de um país em transe.
Por César Alves

Em uma carta, datada de 25 de abril de 1984, dia em que estava sendo votada a emenda constitucional pelas Diretas, a atriz Fernanda Montenegro comenta ao amigo Augusto Boal, exilado do país desde 1971, sua animação, reflexo da sensação de esperança de todo um povo, que, finalmente, podia respirar aliviado, nos instantes finais de uma cruel ditadura que acabara de completar duas décadas. A carta seria terminada mais tarde, na madrugada do dia seguinte, por volta das duas da madrugada, ao final da votação, em tom de decepção e tristeza: a emenda não fora aprovada e o Brasil só reconquistaria seu direito ao voto direto para presidente cinco anos depois.
A carta de Fernanda Montenegro ao teatrólogo, criador do Teatro do Oprimido e nome fundamental para as artes cênicas no Brasil, Augusto Boal, é simbólica de quanto a troca de correspondências entre os agentes culturais de um povo, mais que a intimidade deles próprios, também traduzem a intimidade do momento histórico de todo um país. A missiva faz parte da exposição Meus caros amigos – Augusto Boal – Cartas do exílio que reúne parte da correspondência de Augusto Boal (1931-2009).
Com curadoria de Eucanaã Ferraz, poeta e consultor de literatura do IMS, a mostra segue em cartaz na Pequena Galeria do Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro até agosto. Além das 40 cartas – a maior parte recebida por Boal –, estão expostos fotografias, passaportes, alguns livros, além de leituras e depoimentos em vídeo de Chico Buarque, Fernanda Montenegro e Cecilia Boal, viúva do teatrólogo.
Das centenas de correspondências preservadas no acervo do Instituto Augusto Boal, foram selecionadas as cartas que tocam mais intimamente na solidão do desterro. Entre elas, as de sua mãe, dona Albertina, e de amigos, como Chico Buarque, Ferreira Gullar, Fernando Peixoto, Dias Gomes e Fernanda Montenegro.
Parte desse material é apresentada ao público pela primeira vez e, entre seus destaques, está uma carta escrita por Chico Buarque, em 20 de julho de 1975, em que comenta a parceria entre eles para Mulheres de Atenas, composta para uma peça de Boal nunca encenada, e uma letra ainda não finalizada para um chorinho de Francis Hime, mais tarde batizado de Meu caro amigo, canção que inspirou o nome da mostra.






Serviço:
Meus caros amigos – Augusto Boal – Cartas do exílio
Local: Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500
Até 21 de agosto



segunda-feira, 11 de julho de 2016

História da Arte Brasileira na Pinacoteca



História da Arte Brasileira na Pinacoteca

Do período colonial ao modernismo, a história da arte brasileira é tema de duas exposições em cartaz na Pinacoteca de São Paulo.
A primeira, Arte no Brasil: Uma história na Pinacoteca de São Paulo, reúne cerca de 500 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e fotografias. Intitulada Arte no Brasil - uma história na Pinacoteca de São Paulo, a mostra traz um panorama da arte brasileira, do período colonial aos anos 1930, por meio de obras que integram o acervo do museu, realizadas por artistas fundamentais para a história da arte no Brasil como Debret, Taunay, Facchinetti, Almeida Junior, Eliseu Visconti, Pedro Alexandrino, Candido Portinari e Lasar Segall, entre outros.

Uma História do Modernismo na Pinacoteca traz 50 obras de artistas como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Lasar Segall, Victor Brecheret e muito mais. Reunindo trabalhos realizados entre os anos 1920 e 1950, esta exposição dá continuidade à mostra de longa duração do museu apresentada no segundo andar da Pinacoteca. A mostra propõe uma leitura sobre as inovações formais do primeiro modernismo, a retomada das tradições da pintura e os novos caminhos da arte neste período.

Serviço:
Arte no Brasil: Uma história na Pinacoteca de São Paulo e Uma história do Modernismo na Pinacoteca
Local: Pinacoteca de São Paulo
Praça da Luz, 02
Tel. 11 3324-1000.
Quarta a segunda, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Exposição - Elas, Mulheres Artistas no acervo do MAB



Elas no MAB

Celebrando a participação feminina na história da arte brasileira, o Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB-FAAP) realiza, a partir de 18 de abril, a exposição Elas. Mulheres Artistas no acervo do MAB.

Reunindo 82 obras, criadas por 64 mulheres artistas dos séculos XX e XXI, que deixaram marcas na história da arte nacional e internacional. Entre elas, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Noemia Mourão, Djanira, Marina Caram, Mira Schendel, Tomie Ohtake, Geórgia Kyriakakis, Anna Maria Maiolino, Carmela Gross, Teresa Nazar, Mary Vieira e Maria Bonomi, entre outras.
Com curadoria de José Luis Hernández Alfonso e Laura Rodríguez, a mostra busca evidenciar que no universo das artes não é o fator gênero que define os atributos artístico-estéticos das obras e sim o potencial criativo de quem as executa.
O leque de formatos, técnicas e estilos abordados inclui como pintura, gravura, desenho, escultura, objeto, fotografia e vídeo.
A exposição fica em cartaz até dezembro na Sala Annie Alvares Penteado.


Serviço:
Elas. Mulheres Artistas no acervo do MAP
Fundação Armando Alvares Penteado - Museu de Arte Brasileira
Rua Alagoas, 903 Prédio 1 Higienópolis São Paulo SP
(11) 3662 7198 | www.faap.br/museu





terça-feira, 5 de julho de 2016

Cenário das Artes - Marcel Gautherot em Paris



Instituto Moreira Salles apresenta retrospectiva de Marcel Gautherot em Paris

Adquirida pelo instituto, a obra completa do fotógrafo francês, radicado no Brasil, é composta de cerca de 25 mil imagens.
Por César Alves

Em 1999 o Instituto Moreira Salles adquiriu a obra completa de um dos nomes mais importantes da fotografia praticada no Brasil durante o século XX, o francês Marcel Gautherot (1910 – 1996). O acervo é composto de 25 mil imagens que registram a arquitetura moderna e barroca, o folclore brasileiro, sua natureza e o comportamento humano. Parte dele –250 fotos, para ser mais exato – forma a exposição que, de 14 de junho à 4 de setembro, está na  Maison Européenne de la Photographie, de Paris, cidade onde o fotógrafo nasceu.

Com curadoria de Samuel Titan Jr e Sergio Burgi, trata-se da primeira retrospectiva de Gautherot realizada fora do Brasil e, para os organizadores, a mostra tem como objetivo reintroduzir o fotógrafo em seu circulo intelectual de origem e apresentar internacionalmente um panorama completo de sua obra, que passa pela documentação da construção de Brasília, mas também pelo registro da cultura popular e do povo brasileiro.
Filho de um operário e uma costureira, Marcel Gautherot iniciou sua carreira na arquitetura até se encantar pela fotografia em meados da década de 1920. Durante a década seguinte, foi figura ativa no circulo intelectual parisiense, especialmente em torno do Musée de l'Homme e da agência fotográfica Alliance Foto. A mostra traz registros dos primeiros anos de formação ainda na França, instantâneos de sua viagem ao México em 1936 e fotos históricas do início de sua carreira no Brasil, onde desempenhou papel de imensa importância na construção de nossa representação iconográfica moderna.
O fotógrafo viveu a maior parte de sua vida no Brasil, trabalhando com nomes fundamentais da cultura brasileira, como Rodrigo Melo Franco e Lucio Costa, no Serviço Nacional do Patrimônio (Sphan); Edison Carneiro, na Comissão Nacional de Folclore; Oscar Niemeyer, fotografando os principais projetos do arquiteto, incluindo a construção de Brasília; e Roberto Burle Marx, documentando seus projetos de paisagismo mais importantes.
O livro que acompanha a exposição Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention será lançado em quatro idiomas e traz textos de Michel Frizot, grande historiador da fotografia, Jacques Leenhardt, sociólogo e crítico de arte, além de textos dos organizadores da publicação, Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi, e outro de Lorenzo Mammì, curador de programação e eventos do IMS. A edição francesa sai pela prestigiada Hervé Chopin e as versões em inglês e alemão pela editora suíça Scheidegger & Spiess. A edição brasileira será lançada pelo Instituto Moreira Salles.

Serviço:
Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention
Curadoria de Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi
De 14 de junho a 4 de setembro
Maison Européenne de la Photographie
5/7 Rue de Fourcy
75004 Paris

Livro:
Marcel Gautherot, fotografias
Editora: IMS – Instituto Moreira Salles
256 páginas